Prezados amigos,
Neste novo número da revista Imagens em Foco, destacamos as contribuições de diversos pesquisadores que exploram as complexas relações entre imagem, percepção e comunicação. Através de uma análise aprofundada de suas pesquisas, buscamos oferecer uma visão concisa e impactante sobre os avanços e desafios no campo da iconografia e da comunicação visual.
A pesquisadora Mariana Mascarenhas explora a evolução do conceito de originalidade na arte e a influência da fotografia na percepção da realidade e, mesmo destacando como a proliferação da imagem fotográfica impulsionou uma cultura da instantaneidade, ressalta a importância do lógos como vetor comunicacional essencial para a interpretação e mitigação da polissemia imagética.
Annateresa Fabris, ainda no campo da fotografia, apresenta um estudo sobre a condessa de Castiglione, considerada a mulher mais bela do século XIX, revelando como a condessa recriou imagens para a câmera fotográfica, celebrando seus momentos de glória na sociedade parisiense, quando em colaboração com Pierre-Louis Pierson, criou inúmeros personagens inspirados no teatro, literatura ou em sua própria imaginação.
Jack Brandão, por sua vez, ao abordar o fascínio das montanhas para a humanidade desde tempos imemoriais, explora sua interpretação mítico-religiosa, como representação da divindade. Além disso, destaca como as dificuldades impostas pelos turcos otomanos para os cristãos levaram os fiéis europeus a buscar alternativas para expressar sua fé, como os montes sagrados.
Fernando da Costa apresenta uma comparação da fortuna crítica de Lima Barreto, destacando pontos relevantes em seus romances e crônicas. Sua análise também aborda questões pertinentes ao início da república no Brasil, bem como as transformações no país.
Por fim, temos os pesquisadores Jorge Miklos e Rodrigo Bueno que investigam os aspectos simbólicos e psicológicos da imagem elíptica como expressão da mandorla alquímica, articulando a Psicologia Analítica junguiana à tradição imaginal da alquimia ocidental. Seu ensaio busca uma elaboração simbólica da forma elíptica como campo anímico de transmutação psíquica, evocando as operações do opus alchymicum, além de demonstrar como a imagem atua como operador simbólico, instaurando um campo de provação afetiva e convocando à individuação.
Saudações acadêmicas!
Prof. Dr. Jack Brandão
